Monday, April 20, 2009

la llorona

Somos todos prostitutas desesperadas, sem pontos "g", sem zonas erogenas, procuramos incessantemente pela ausência de sentidos que nos faz esquecer a bestialidade, a imundice das origens, somos todos prostitutas desesperadas frígidas.
Tropeçamos no intelecto, no amor, na liberdade; caímos na rotina; vestimos o habito. Odiamos tudo, odiamo-nos, amamos inexoravelmente tudo o que nunca seremos.
O proibido, a boémia, a sonolência, a euforia, a harmonia, o êxtase, a morte, um mundo de evasões seduzem-nos e já estou a perder-me em palavras isoladas e significados repetitivos e aborrecidos.
Levo as mãos à boca, calo-me, ajoelho-me perante os imortais: aleluia Schubert! aleluia Beethoven!
É a beleza que nos eleva, a beleza. É por ela que vendo, empresto, dou, roubo tudo, a beleza que coordena corpo e intelecto.

"¿Qué mas quieres?
¿Quieres más?"