Saturday, December 30, 2006
Thursday, December 28, 2006
Not
And pass it on, it's almost out
We're so creative, so much more
We're high above but on the floor
It's not a habit, it's cool, I feel alive
If you don't have it you're on the other side
The deeper you stick it in your vein
The deeper the thoughts, there's no more pain
I'm in heaven, I'm a god
I'm everywhere, I feel so hot
It's not a habit, it's cool, I feel alive
If you don't have it you're on the other side
I'm not an addict (maybe that's a lie)
It's over now, I'm cold, alone
I'm just a person on my own
Nothing means a thing to me
(Nothing means a thing to me)
It's not a habit, it's cool, I feel alive
If you don't have it you're on the other side
I'm not an addict (maybe that's a lie)
Free me, leave me
Watch me as I'm going down
Free me, see me
Look at me, I'm falling and I'm falling.
It is not a habit, it is cool I feel alive I feel...
It is not a habit, it is cool I feel alive
It's not a habit, it's cool, I feel alive
If you don't have it you're on the other side
I'm not an addict (maybe that's a lie)
I'm not an addict...
Wednesday, December 27, 2006
[o]
Essa miúda vive solitária num mundo solitário, e como todas as pessoas solitárias constrói castelos no ar. Apaixona-se por personagens de livros e escreve longas páginas num diário que apesar disso está sempre em branco. Essa miúda não sabe nada, mas finge que sabe tudo, de resto sabe que é mais importante parecer do que ser.
Um dia, pensa ela, as personagens vão transformar-se em pessoas, com lugares perfeitos dentro delas, e vão formar uma comunidade feliz nos seus castelos voadores.
Thursday, December 21, 2006
Wednesday, December 20, 2006
Sunday, December 17, 2006
[o] quem és tu, de novo?


as pessoas são todas tão bonitas quando estão felizes, não é?
Quando o teu cheiro me leva às esquinas do vislumbre
As redes são passageiras, as arquitecturas da fuga
Quando o tecto se escancara e se confunde com a lua
Quando a janela se fecha e se transforma num ovo
[o]
Estava a ler um artigo aqui que me lembrou do vazio que são muitas passagens de ano, da obrigação de sair, da previsibilidade de voltar para casa na manhã do primeiro dia de Janeiro completamente fodida, com álcool que me dava para umas 5 bezanas, da ma disposição quando acordo quase à hora de jantar, da preocupação da minha família porque eu não como nada num dia de mesa recheada de coisas que habitualmente adoro. As festas, tou farta de festas, não tenho a mínima vontade de me vestir toda pipi, não tenciono seduzir ninguém, muito menos ser seduzida, não tenho nenhuma angústia em particular para desabafar com outros bêbedos como eu, estou farta das mesmas músicas e das mesmas conversas.
Era mesmo fixe conseguir passar o ano só com três ou quatro pessoas, numa casa quentinha, em que ninguém bebesse ou fumasse droga, em que pudéssemos ir dormir quando o sono chegasse, mesmo que fosse antes da meia-noite, o que de qualquer forma raramente é. Era bom que as conversas pudessem ser normais, e que inclusive, se pudesse estar calado caso não houvesse assunto. Era bom não me sentir sozinha no meio de tanta gente, para variar um bocadinho.
Se eu decidir passar em casa, isso faz de mim uma anti-social aborrecida?
Wednesday, December 13, 2006
Colagens, muitas, tantas. Eu rasgo-as e elas voltam a combinar-se entre si em fragmentos cada vez mais surreais e indecifráveis, que eu volto a rasgar e que se voltam a colar.
É doentio e frenético.
Pára Dora, pára!
Mas não consigo, ninguém consegue, pois não? Preciso de acabar este curso urgentemente, preciso de sair desta cidade, digo. Mas é tudo igual em todo o lado, não é?
Eu quero ser muito mais ingénua, e muito mais ignorante, e já sou tanto, podia ter as unhas sempre cheias de terra, e comer peixe todos os dias e habituar-me ao cheiro salgado do suor nos nossos corpos, podia não precisar de mais nada para me sentir muito bem, podia morrer aos quarenta anos e achar a morte uma coisa natural.
Eu não gosto do progresso, vivo nele, nasci nele e não conheço nada para além dele, no entanto parece-me terrificamente óbvio que não nos vai levar a lado nenhum, e as mudanças são irreversíveis. Alguém se atreve a beber agua directamente de algum rio hoje? Tenho tanta tralha em casa, não dou valor a nada que tenha mais de um mês. Para onde vai tudo isto quando eu me for embora? Para que lixeira? Quantos anos vão estes plásticos, este computador, estas baterias durar a mais do que eu?
Porque é que era tão difícil para as pessoas estarem bem, porque é que queremos todos ser deuses imortais?
Tuesday, December 12, 2006
Monday, December 11, 2006
Ponto de vista
de dizer palavrões,
de sentir secreções
(vaginais ou anais).
As mentiras usuais
que nos fodem sutilmente
essas sim são imorais,
essas sim são indecentes
Leila Míccolis
Friday, December 08, 2006
a partir daqui, eu podia nunca mais dizer nada.
Pk quando não sabemos temos todas as desculpas, quando percebemos, já não da para voltar a trás ao tempo em que acreditávamos estar bem. Se eu tivesse feito este filme, tudo em mim passava a ser pecado, desde o computador que tenho a frente aos ténis que tenho nos pés. Não fui eu que o fiz, limitei-me a vê-lo, e na consciência tenho o peso de mil esquecimentos forçados.
Thursday, December 07, 2006
Wednesday, December 06, 2006
Minuciosamente, cirurgicamente mesmo, tira-lhe as centenas de consciências excedentes, e com a ponta dos dedos abraça-lhe a alma [toda].
Ele não sabe. Ela não se sabe se alguma vez vai saber.
O ritual continua em silêncio. Há muitos anos que o tempo desistiu de passar por aqui, cada corpo tem os seus apetites independentemente do quando. As vezes todos de seguida, ou mesmo amontoados.
Um som de piano reverbera-lhe em cada pestana e provoca minúsculas electrocussões que fazem cócegas na barriga. Pensa que são borboletas.
Ao lado alguém se distrai a perseguir o cheiro da tinta cor-de-laranja e pela primeira vez repara que universo se recolheu connosco dentro destas quatro paredes, e que das janelas para fora já nem um planeta resta, só vazio.
Tuesday, December 05, 2006
Monday, December 04, 2006
será boa ideia querer ser artista, ou devo contentar-me em ser so eu?
[Jean-Paul Sartre]
Desculpa lá amigo Sartre, quantos grandes artistas não morreram sem verem a sua arte conhecida e reconhecida por outros? Pah, ya, eu sei que só te referes aos escritores, mesmo entre estes há bastantes exemplos. Claro que isso só e possível para quem a arte não e propriamente o ganha-pão. De resto quando a variável "dinheiro" entra em campo, os resultados alteram-se logo. É quase uma ordem natural das coisas.
Podia começar por perguntar, que treta e essa afinal? Essa tal de arte?
[do latim ars, significando técnica ou habilidade; o produto final da manipulação humana sobre uma matéria-prima]
mas nem todas as manipulações são arte, a grande arte não costuma ser espontânea, não sei sequer se alguma será. A arte é pensada e repensada, passada a pente fino por quem tenta faze-la, e de quem é o deleite quase total, esse sim espontâneo e arrebatador? É de quem vê, ouve, sente… De quem é absorvido pela obra acabada. Mais do que de quem lhe conhece a métrica e o avesso. A arte á para os outros, sim. Que mentes sordidas e aberrantes eram entao aquelas que prevendo a imortalidade se esconderam dela enquanto vivos? seria para a garantirem? Toda a gente sabe que as fontes mais apeteciveis são as que ja secaram. Ou entao eram tao grandes que se envergonharam de ser pessoas fisicas, aperceberam-se da falta de coerencia que tinham as suas obras sobre si.
sou uma perdida, ja nao sei o que escrevo lol vou-me calar. :)
I've got my heart
Here in my hands now
I've been searching
For my wings some time
I'm gonna be born
Into soon the sky
'Cause I'm a bird girl
And the bird girls go to heaven
I'm a bird girl
And the bird girls can fly
Bird girls can fly
tenho tanto sono e não quero ir dormir porquê?
e tantos bebes, dentro da minha barriga, mil e um bebes por nascer.
e eu neste bocejo lento de quem espera alguem. eu não espero ninguem.
ja não são horas de esperar, nem de escrever
as maos estao frias e esfomeadas,
maos esfomeadas, como se tal fosse possivel.
a quem quero eu enganar.
quem esta esfomeada sou eu.
Sunday, December 03, 2006
Saturday, December 02, 2006
Poiz, não sei. Gosto particularmente de brincar com fogo, dá-me um prazer imenso, nem consigo explicar. Ele é a expectativa de sair ilesa, ele é a adrenalina de sair queimada. Enquanto faço isso ando entretida e nem me lembro de mais nada. A interacção entre os seres humanos pode ser um brinquedo interessante, não sei porque esta tendência agora de levar tudo tão a sério, ate as palavras parecem ter-se tornado relevantes, ultimamente, assim não vamos a lado nenhum, a vida devia ser levada como uma festa, ainda que rasca, ate podia ser um baile, um baile de mascaras isso sim.



















