Thursday, November 30, 2006
Jeff Buckley
That David played, and it pleased the Lord
But you don't really care for music, do you?
Well it goes like this
The fourth, the fifth
The minor fall and the major lift
The baffled king composing Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Well Your faith was strong but you needed proof
You saw her bathing on the roof
Her beauty and the moonlight overthrew you
And she tied you to her kitchen chair
And She broke your throne and she cut your hair
And from your lips she drew the Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Well baby I've been here before
I’ve seen this room and I've walked this floor
(You Know)I used to live alone before I knew ya
And I've seen your flag on the marble arch
And Love is not a victory march
It's a cold and it's a broken Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Well there was a time when you let me know
What's really going on below
But now you never show that to me do ya?
But remember when I moved in you
And the holy dove was moving too
And every breath we drew is Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Well maybe there's a God above
But all I've ever learned from love
Was how to shoot somebody who outdrew ya
And it's not a cry that you hear at night
It's not somebody who's seen the light
It's a cold and it's a broken Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Monday, November 27, 2006
Vozes. Ele queria saber se eu ouvia vozes.
E se eu fumava. Você fuma?
Tem a certeza?
Certeza de quê?
Certeza de quê
[afinal]
não sei.
As paredes eram estranhas, e os olhos, bonitos, só os olhos.
Faltava-me a música, dessem-me "july" e fazia um vídeo.
Era a minha vez de fazer perguntas, mas isso não contava.
Era batota.
Não conheço o jogo, nem as regras
Tinha tantas dúvidas a enrolar-me a língua. Não podia, não posso pensei.
Não lhe mostrei as palmas das mãos,
Meti-as nos bolsos do casaco.
As dele estavam a mostra. As mãos.
Não… não tenho bem a certeza.
O telefone tocou. Estávamos ali há
3
15
Dias 3
A fazer o quê, que não nos despachávamos?
Saturday, November 25, 2006
Hoje só quero escrever coisas felizes,
Porque tudo parece sugerir o contrário
E eu gosto de contrários e de os contrariar,
[mas isso é outra historia,]
Hoje só quero falar de chocolates quentes,
De sugos de melão, e de bolachas Maria.
Só me vou lembrar da manta as riscas coloridas,
E do abraço com beijinhos de bónus,
E aquele sorriso do tamanho do mundo!
Bem: só esse sorriso vale por tudo o que já foi dito.
Não me vou importar com insónias,
Nem com calculismos ou obsessões
Hoje este apartamento enorme e vazio vai ser o mais acolhedor de todos
E eu vou acreditar realmente nisso,
Porque sou como as crianças
Soube desde logo que a cobra não era um chapéu.
:)
Thursday, November 23, 2006
axados
"À falta de artistasamigos, o casal romântico
decorou as paredes com screensavers da
PC World Entertainment. Sempre faziam
a vez de quadros e janelas, com a vantagem
de ficarem protegidos do mundo exterior.
O casal romântico despejou o vinho nos copos,
fez da garrafa um castiçal com um coto
enfiado no gargalo. À luz do coto, comeram
ovos mexidos com fatias de fiambre. Num prato
de vidro, num prato de gesso, num prato
de plástico, numa mesa decorada com
o embrulho do PC da World Entertainment.
O casal romântico vendou os olhos, imaginou
-se à luz de velas aromáticas, num clima
decorado com ramos de flores multicolores,
jantando noisettes de cordeiro com batatas
recheadas com cogumelos. Ao som de violinos,
aconchegados pelo calor das lareiras, de olhos
vendados, o casal romântico brindou ao conforto
da imaginação com o vinho do castiçal."
tabus e dogmas
Wednesday, November 22, 2006
Grandes conversas que tenho comigo mesma, as vezes escrevo-as. Para ninguém, para quem quiser e não quiser saber.
Sou uma solitária.
Esta afirmação lembra-me sempre de uma parte de morte em Veneza – o livro – em que o Thomas Mann falava da visão distorcida que os solitários tem da vida... mas ya, isso são outras histórias, o que interessa agora é essa visão exagerada, interiorizada (esta palavra existe? esqueço-me ate das palavras basicas, esta a ficar preocupante) de tudo o que nos rodeia.
vou falando e ouvindo as musicas que deveriam ter sido os meus pais a mostrar-me, infelizmente como não o fizeram só as descobri recentemente na net, e por isso continuo a acha-las fantásticas quando já todos se cansaram e lhes chamam velhas. Musica nossa, ou quase. Será que podemos chamar as coisas europeias nossas? Ou Portugal ainda não é europeu? Nunca percebi muito bem estas coisas, nunca são o que parecem e muito menos aquilo que os livros dizem, deixei de me preocupar (e sim, já me preocupei um dia), há lugares onde não confio o suficiente para entrar, política é só mais um deles.
Axo piada ao facto de me ligarem ao be, sem nunca me perguntarem qual e o meu partido, alguém disse hoje com um certo ar de gozo que o be era uma moda e ficou a espera que me sentisse picada com isso! Eheh é para o lado que durmo melhor, como diz o povo, ie, eu.
Não vamos por ai.
O dziga vertov está a minha espera em cima da mesa-de-cabeceira, o eisenstein também, reuniram-se para me dar trabalho. E a aulinha de som as 8:30? Bela vida a minha, aqui tão descontraída as 2h da madrugada a dizer coisas sem nexo para o amigo monitor. A fazer pouco do tem de ser que tem muita força.
E o Manel? Que faz esse rapaz?
"Oh Lord, please don't let me be misunderstood"
Como e que se pode gostar de alguem que n conhece a Nina?
ok, ninguem é perfeito, mas ha imperfeiçoes... e INPERFEIÇOES[!], poiz é.
:) lol
Monday, November 20, 2006
Se o drama é o ópio das pessoas, eu quero fazer drama para o resto da vida, dá-lo, vende-lo e ainda ficar com suficiente para me afogar nele.
Não consigo ver maneira mais inútil e divertida de aplicar o resto do meu tempo.
Eu estudo som, e estudo imagem e as entrelinhas, eu estudo um bocado, quando não estou a comer pizza, ou a beber cerveja, ou a trabalhar num café a servir as mesas; ta bem, se calhar não estudo assim tanto, mas faço qualquer coisa, não é a quantidade que conta, é a qualidade, dizem, e a pergunta é sempre a mesma, o que é que eu vou fazer quando crescer?
vou continuar a servir as mesas, vou viver de subsídios? Não é nada disso que eu quero. Não quero ser uma inútil. Mas a minha música não alimenta ninguém, o meu cinema também não, as minhas fotografias não aquecem Invernos e os meus desenhos não curam doenças nenhumas [por outro lado sera que um mundo de gente arrogante e burra que destroi o proprio meio ambiente - segundo sim, segundo sim - que abandona filhos, que os viola, que usa petrolio e gera hierarquias entre si merece que se faça alguma coisa por ela?].
A arte em si não é nada, só é para quem a faz que a faz para si e para os demais que também a fazem e vêem a dos outros para que os outros vejam a sua, são pequenos favores numa sociedade pequena e paralela à realidade. A arte é para as elites, que não precisam de se preocupar com necessidades básicas porque tem quem se preocupe por elas, as elites são mimadas e cínicas, falam de sentimentos que não conhecem e acham-se muito superiores, sempre, sem excepções. Eu não quero pertencer a elite nenhuma, quero fazer arte, sem ser inútil e fútil. Vou ficar para sempre presa no limbo.
Saturday, November 18, 2006
Thursday, November 16, 2006
coisas de outros tempos
"Mas e se repentinamente lúcidos
descêssemos ao estrume do que somos
e eu te pudesse amar
por cinco minutos apenas?
Ontem, com certeza ontem."
Wednesday, November 15, 2006
Sunday, November 12, 2006
Quanto tempo mais vai ser preciso, quantos anos são necessários para esquecer meia dúzia de meses. E as acusações e humilhações? E a perda? Os sonhos, não me consigo livrar dos sonhos, ou devo dizer pesadelos (?), estas sempre lá, todos os pretextos são válidos.
E ela, com aquele riso irritante, persegue-me, tou sempre com medo, como se me espreitasse ao virar de cada esquina.
Não sei se deste pela minha falta, mas já quase não saio, muito menos a noite. Tenho tt medo sempre, de vos encontrar num bar qualquer, com as vossas arrogâncias, e eu sinto-me tão pequenina, não tenho amigos para me protegerem, tenho um blog com quem falo, e é tudo. Sou horrível, fraca, e não devia dizer isto na net, detesto vítimas, detesto ser a coitadinha, e recuso-me a sê-lo. Fdx, n tenho direito a sentir-me frágil, só de vez em quando? Lá vem a pindérica do riso irritante dizer:" tas-te a fazer de coitadinha, sua parva?", frases típicas de pitas nervosas, mas que quando se referem a ti me atingem em kk lugar que dói.
Quero apagar tudo da memória, fazer uma lavagem ao cérebro, n me importo de perder lembranças boas, corro todos os riscos para me esquecer da tua existência. Nunca senti tanta vergonha de um sentimento. Obrigo-me a odiar-te e não consigo. E odeio-me por não conseguir. É a maior humilhação de todas querer-te bem. É a maior injustiça perante quem me quer bem a mim.
.
Disseste coisas horríveis. Nunca ng tinha falado assim comigo, eu nunca falei assim com ninguém, nem vou falar alguma vez, não conseguiria mesmo que quisesse.
Estão quase todas gravadas, para eu rever cada vez que sinto saudades tuas, para alimentar a minha sei lá o que.
Entretanto vou construindo muros por cima de todas as lembranças recalcadas, vou engolindo tudo o que se relaciona a elas, tentando começar do zero. Prometendo a mim mesma nunca mais cair, nunca mais dar mais do que o que me é pedido. Acima de tudo nunca perder o orgulho.
Entretanto vou rejeitando amizades, cancelando encontros, e fugindo do chão, cada vez mais auzzent.
Saturday, November 11, 2006
Hoje foi a senhora Fátima Lopes ao café literário, divulgar o seu " amar depois de amar-te".
Não. Não é a estilista, essa não sei sequer se sabe ler, quanto mais escrever. É a outra senhora, a da SIC.
Passei grande parte do dito serão a pensar em quando terá sido que me tornei tão elitista e cínica em relação a tudo quanto é popular.
Senti-me bastante mal com isso. Mas não mudei de opinião. Não creio que chegue a ser verdadeiro cinismo, é pura falta de interesse [qual dos dois é pior?].
Friday, November 10, 2006
índice de desenvolvimento humano
tem piada, bora todos pa Noroega, a ver se nos tornamos mais desenvolvidos!
psst! Em filinha indiana meninos :)
Ordem de chegada, a quem for demasiado pequeno para caber agradecemos que mude para o pais imediatamente a baixo sem incomodar os demais.
[afinal tudo o que aprendi está errado: o dinheiro importa - é fundamental! torna-nos... desenvolvidos.]
1 Noruega 0.965 2 Islândia 0.960 3 Austrália 0.957 4 Irlanda 0.956 5 Suécia 0.951 6 Canadá 0.950 7 Japão 0.949 8 Estados Unidos 0.948 9 Suíça 0.947 10 Holanda 0.947 27 Eslovénia 0.910 28 Portugal 0.904 29 Chipre 0.903 69 Brasil 0.792 106 Cabo Verde 0.722 127 São Tomé 0.607 142 Timor-Leste 0.512 161 Angola 0.439 168 Moçambique 0.390 173 Guiné-Bissau 0.349 177 Níger 0.311
Links externos:
Wednesday, November 08, 2006
Tenho 21 anos e estou velha. Tão velha que sou quase mais velha que os pais dos meus pais.
No meio de tanta velhice já não sei sempre o que fazer com a vida, nem com as memórias nem com o futuro.
Já tudo me parece só mais do mesmo.
Como se a única coisa que me faltasse fosse ter um filho e um pai do filho, e todas as outras curiosidades eruditas não passassem já senão de meras distracções sem relevância no final da prova dos nove.
Afinal não sou velha, sou só mais um animal irracional ou ambas as coisas.




